- Igor, o que é or-gi-ás?
- Rui, essa palavra tá em português ou em inglês?
- Tá em português, eu to lendo no livro da escola.
- Ahn... Soletra pra mim.
- O-r-g-i-a-s.
- Ah, orgia! Orgia é bem... como eu vou te explicar... Orgia são várias pessoas fazendo sexo no mesmo lugar e ao mesmo tempo...
- Ah, é uma suruba.
o.O (!)
sexta-feira, 17 de abril de 2009
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Botafogo
Há quem diga que Botafogo é um bairro de passagem. Bairro de passagem mesmo é Copacabana, como pode ser visto aqui. Botafogo é um bairro bonito e completo. A infra-estrutura de lazer é das mais completas do Rio. Dois shoppings, uma vista estonteante para o Pão de Açúcar, uma impressionante densidade de cinemas, bares e restaurantes. O renascimento dos cinemas de rua está em Botafogo, com o Estação, o Espaço e o Arteplex. O Drinkeria Maldita e o Boteco Salvação estão entre os bares mais descolados da cidade. Por falar em descolado, o que dizer da Casa da Matriz, Pista 3, Cinemathéque? A noite alternativa tem grande concentração em Botafogo. A Cobal, por si só, valeria um post inteiro. Sem falar das ruazinhas escondidas que são um charme à parte: no final da Eduardo Guinle tem uma pracinha bucólica; O entorno das ruas Assunção e Bambina é uma volta no tempo, um bucolismo encontrado em poucos lugares do Rio. As vias quase expressas do bairro, a São Clemente e a Voluntários da Pátria, permitem que o bairro seja acessível e que uma relativa calma possa existir nas vias transversais. Aliás, há quem diga que a Voluntários é feia: não é. A Voluntários tem uma beleza exótica. É a beleza do caos, mais ou menos como a beleza da Av. Rio Branco, no Centro, que poucos conseguem enxergar. Por falar em Centro, o metrô torna o bairro muito perto do Centro; o custo de vida em Botafogo é levemente menor do que o de outros bairros da Zona Sul, com uma qualidade de vida muito superior. Botafogo é um bairro estrategicamente posicionado, mas nem por isso um bairro de passagem. Não lembro recentemente de ter passado por Botafogo sem ter parado lá por qualquer motivo, seja pra ir ao cinema, tomar um chopp, encontrar os amigos, ir pra night ou comer um pastel.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Ônibus
Nos ônibus do Rio, há um letreiro que diz: “Gratuidade assegurada para estudantes de escolas públicas uniformizados, maiores de 65 anos e deficientes físicos”.
Quando eu era criança, eu pensava que aquilo era uma puta estratégia pra fazer com que ninguém entrasse de graça nos ônibus porque, veja bem, o cara tinha que repetir de ano várias vezes (muitas mesmo!), até completar 65 anos e, depois, tinha que torcer pra ficar paraplégico ou perder uma perna.
Quando eu era criança, eu pensava que aquilo era uma puta estratégia pra fazer com que ninguém entrasse de graça nos ônibus porque, veja bem, o cara tinha que repetir de ano várias vezes (muitas mesmo!), até completar 65 anos e, depois, tinha que torcer pra ficar paraplégico ou perder uma perna.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
] ("Xampoo")

os parênteses
se inconformam com a injúria
proclamada
contra o casto colchete
e se abrem
junto com as aspas
jocastas e as caspas
dos cabelos já grisalhos
até que dure o protesto
cinza nos cabelos
presos com o colchete
fazendo tic-tac
e tac-tic
para que se repudie
a infâmia e o falso testemunho
contra os ossos e o ofício
os cabelos e a gramática
e se possam enfim
fechar
após terem concluído
necessariamente
entre lêndeas natimortas
e vernáculos apodrecidos
o que quer
se inconformam com a injúria
proclamada
contra o casto colchete
e se abrem
junto com as aspas
jocastas e as caspas
dos cabelos já grisalhos
até que dure o protesto
cinza nos cabelos
presos com o colchete
fazendo tic-tac
e tac-tic
para que se repudie
a infâmia e o falso testemunho
contra os ossos e o ofício
os cabelos e a gramática
e se possam enfim
fechar
após terem concluído
necessariamente
entre lêndeas natimortas
e vernáculos apodrecidos
o que quer
que tivessem para dizer
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
naftalina

o post seria colocado aqui, mas, senhores, tenho que contar-lhes que o post não existe. é. na verdade, é mais ou menos assim: o post me ocupou a ideia por esses dias, meio sorrateiro e elétrico, mas sem nunca se concretizar em qualquer coisa que não fosse mais do que uns pensamentos esparsos e desordenados. qualquer coisa poderia caber no post se ele existisse: qualquer rastro de lucidez, nesga de sonho, literatura de algodão. qualquer poesia adubada teria valido a pena para que não crescessem nas paredes brancas deste blog o bolor da inércia continuada. mas o post, é, pois, nada mais do que isso: uma naftalina para que não se embolore o quer que haja, e para manter as fantasias deste carnaval tão limpas e vistosas como as daquele.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
os dias vão e vêm
os dias vão e vêm. sexta-feira última, 23, foi um dia profissionalmente ruim. 24 foi um dia complexo e intenso; mais ou menos como um 2 de agosto do ano passado, mas em menores proporções. não houve morte, não houve perda, não terminei nenhum relacionamento. mas quanta dor, quanto choro convulso depois do verbo proferido avulso, por impulso. mas foi bom, um dia o mundo haveria de mostrar sua face, e eu haveria de saber. mas se o dia só acaba depois do sono, a noite quase compensa o dia e o saldo não foi tão ruim. 25 foi um dia desajeitado, abusado; diferente, divertido. belo sem ser planejado. eu junto amigos, eu conecto os mundos alheios em si. alguns fantasmas fizeram menção de voltar com seus assombros, mas quem tem medo de assombração é criança; pros adultos, fantasma é lenda, não existe, é um velho com lençol branco; que olha assustado quando se vê pelado, depois que lhe tiram o lençol manchado. é, os dias vão e vêm. quanta vida cabe num final de semana...
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