Lattes, lattes, lattes que eu to passando, vai...
[risos]
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
os dias vão e vêm
os dias vão e vêm. sexta-feira última, 23, foi um dia profissionalmente ruim. 24 foi um dia complexo e intenso; mais ou menos como um 2 de agosto do ano passado, mas em menores proporções. não houve morte, não houve perda, não terminei nenhum relacionamento. mas quanta dor, quanto choro convulso depois do verbo proferido avulso, por impulso. mas foi bom, um dia o mundo haveria de mostrar sua face, e eu haveria de saber. mas se o dia só acaba depois do sono, a noite quase compensa o dia e o saldo não foi tão ruim. 25 foi um dia desajeitado, abusado; diferente, divertido. belo sem ser planejado. eu junto amigos, eu conecto os mundos alheios em si. alguns fantasmas fizeram menção de voltar com seus assombros, mas quem tem medo de assombração é criança; pros adultos, fantasma é lenda, não existe, é um velho com lençol branco; que olha assustado quando se vê pelado, depois que lhe tiram o lençol manchado. é, os dias vão e vêm. quanta vida cabe num final de semana...
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
post (ou a idéia não está morta)
agora eu me sinto livre. livre para escrever um post sem uma imagem centralizada; livre para não escrever uma poesia ou qualquer coisa literária. livre pra falar de um filme, uma música, o gosto do café. livre pra ser frívolo; ou não. cai em mim agora a realidade de que eu tenho um blog. e quero que o blog a partir de agora seja alguma coisa mais ou menos como talvez tenha sido no início; alegórico, sem ser carnavalesco; talvez pessoal, mas sem detalhes (sórdidos, elucubrativos, sexuais, sensitivos, esmiuçadamente psicológicos), que serão dados, naturalmente, a quem merece, por telefone ou ao vivo. eu quero que esse blog seja algo que eu ainda não sei bem o que é, mas que com certeza, não é o caminho que se vê nele agora. será mais freqüente, espero. a revolução começa agora, mas nada prometo porque o paes e o obama já fazem isso por nós. o blog muda e abraça a liberdade; e vc?
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Orthographia
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
eu sou belo horizonte (ou a outra cidade)

I
eu sou belo horizonte
altos e baixos
sempre retilíneo
até o contorno
onde dou voltas
e voltas
insondáveis
sobre mim mesmo
apequenado
porque produto
das mentes menores
planejado
bem cuidado
mas inóspito
árido
vazio
onde as noites são sempre tristes
nas ruas mal iluminadas
à margem e ao lado
de um rio que brilha
e de uma são paulo que pulsa
quase sem identidade
quase despercebido
mas o horizonte ainda tem em si
alguma beleza
que não se mostra
aos turistas desavisados
e com algum esforço
para além dos guias
para além da apatia
para além das informações
nas bancas de jornal
lá estão
um fígado acebolado
um sorvete
uma cocada
um capuccino
com ou sem canela
mas sobretudo,
ainda que longe
existe também um aeroporto
lá nos confins
e também uma rodoviária
que sempre nos leva de volta
para onde queiramos
e a cidade
do horizonte belo
nas mangabeiras
das graças pinçadas
num final de semana
tão nublado
a cidade-pérola
encasqueta-se
porque a partida sempre dói
e essa dor
essa dor no nada
que é uma ausência
que é uma rua do amendoim
pros que não dirigem
faz com que a pérola se feche
do lado de dentro
da ostra
com saudade da maresia
II
por isso
esses vôos todos cancelados
essas estradas todas bloqueadas
porque agora
de belo horizonte
não é possível sair
em belo horizonte
não é possível chegar
a cidade está sitiada
porque se vão explodir
todas as pérolas
todas as ostras
todos os fígados acebolados
todos os sorvetes
todas as cocadas
todos os capuccinos
com ou sem canela
mas belo horizonte explodindo
belo horizonte em chamas
não tem apelo
não tem graça
não tem glamour
e pode ser que ninguém veja
e pode ser que ninguém ligue
porque bem
belo horizonte não é rio
belo horizonte não é são paulo
belo horizonte é essa savassi
abandonada
onde só resta o contorno
e o consolo
de sempre poder dar voltas
sobre si mesmo
sem chegar a lugar algum
enquanto do lado de dentro
eu sou belo horizonte
altos e baixos
sempre retilíneo
até o contorno
onde dou voltas
e voltas
insondáveis
sobre mim mesmo
apequenado
porque produto
das mentes menores
planejado
bem cuidado
mas inóspito
árido
vazio
onde as noites são sempre tristes
nas ruas mal iluminadas
à margem e ao lado
de um rio que brilha
e de uma são paulo que pulsa
quase sem identidade
quase despercebido
mas o horizonte ainda tem em si
alguma beleza
que não se mostra
aos turistas desavisados
e com algum esforço
para além dos guias
para além da apatia
para além das informações
nas bancas de jornal
lá estão
um fígado acebolado
um sorvete
uma cocada
um capuccino
com ou sem canela
mas sobretudo,
ainda que longe
existe também um aeroporto
lá nos confins
e também uma rodoviária
que sempre nos leva de volta
para onde queiramos
e a cidade
do horizonte belo
nas mangabeiras
das graças pinçadas
num final de semana
tão nublado
a cidade-pérola
encasqueta-se
porque a partida sempre dói
e essa dor
essa dor no nada
que é uma ausência
que é uma rua do amendoim
pros que não dirigem
faz com que a pérola se feche
do lado de dentro
da ostra
com saudade da maresia
II
por isso
esses vôos todos cancelados
essas estradas todas bloqueadas
porque agora
de belo horizonte
não é possível sair
em belo horizonte
não é possível chegar
a cidade está sitiada
porque se vão explodir
todas as pérolas
todas as ostras
todos os fígados acebolados
todos os sorvetes
todas as cocadas
todos os capuccinos
com ou sem canela
mas belo horizonte explodindo
belo horizonte em chamas
não tem apelo
não tem graça
não tem glamour
e pode ser que ninguém veja
e pode ser que ninguém ligue
porque bem
belo horizonte não é rio
belo horizonte não é são paulo
belo horizonte é essa savassi
abandonada
onde só resta o contorno
e o consolo
de sempre poder dar voltas
sobre si mesmo
sem chegar a lugar algum
enquanto do lado de dentro
do contorno
arde a pira
e lá de cima
nas mangabeiras
o horizonte que se vê
já não tem nada de belo
arde a pira
e lá de cima
nas mangabeiras
o horizonte que se vê
já não tem nada de belo
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Quinze anos

Saiu com todos os preparativos
Era sua festa de quinze anos
E tocariam até os Los Hermanos
Tinha chamado todos seus amigos
Gastaria muito com cheques vivos
Torcendo pra que não houvesse danos
Nem com os amigos bêbados, insanos
Todo esse luxo, sem muitos perigos
Na festa aconteceu grande surpresa
A sensação sentida foi geral
Quando ela entrou no salão de grinalda
A platéia tentou não rir, coesa
Por um penteado que, feito mal
Deixara-a igual à Vovó Mafalda
Assinar:
Postagens (Atom)
